domingo, 20 de março de 2016

Por Terras do Intendente até ao Castro




Foi numa manhã chuvosa que chegámos à Praça dos Imperadores de Manique do Intendente, povoação orinalmente chamada Alcoentrinho foi doada pela Rainha D. Maria ao Intendente Pina Manique alterando lhe o nome, o qual por sua vez pretendia fazer de Manique uma majestosa cidade planificada de cunho neoclássico, exemplo do despotismo esclarecido iluminista, que se tornaria sede de concelho e até, talvez no futuro, capital de Portugal. Segundo o plano urbano estabelecido, o centro da povoação seria uma imponente praça de formato hexagonal (baptizada de Praça dos Imperadores), de onde irradiariam seis extensos arruamentos com nomes de imperadores Romanos e a construção de um palácio senhorial para residência do próprio Intendente Pina Manique




Praça dos Imperadores



Pelourinho


Pelas 9:00 h fez-se a chamada dos participantes e iniciou-se o percurso



E lá partimos entre chuviscos e raios de sol pelos trilhos e vinhedos

Ao fundo a silhueta do Montejunto


     
Um raio de sol



Alguns kilometros depois a planicie deu lugar aos declives e chegámos debaixo de chuva ao denominado "Barroco da Arrifana", uma garganta, consequência da arenosidade do terreno e da erosão causada por um pequeno ribeiro que por aqui passa o qual sempre que chove arrasta mais um pouco da areia fina cavando cada vez mais o desfiladeiro.




Barroco da Arrifana








Ao verdadeiro estilo dos Novos Trilhos tentámos a subida que viria a desmonstrar-se impossível não fosse a corda de um companheiro "Mariola" que salvou a subida e tornou possivel a 37 caminheiros subirem o impensável com a ajuda de outros tantos, uns em baixo outros em cima e no final um sorriso em cada rosto a provar a superação dos medos!










   

O estudo da situação





O fotógrafo a registar o momento





A ajuda preciosa


O resgate







O Barranco visto de cima



Depois de todos a salvo houve tempo para descansar o corpo e os nervos e partimos de novo rumo ao Castro de Vila Nova de São Pedro, por cerealíferas planícies verdejantes.









 




Eis então o Castro de Vila Nova de São Pedro, um povoamento amuralhado datado de à 2.600 anos antes de Cristo a testemunhar o grau de desenvolvimento dos nossos antepassados. Aproveitámos para almoçar dentro do amuralhado do castro, e na ausência temporária do companheiro especialista em arqueologia que nos iria relatar a sua explicação arqueológica do monumento, não nos restaram senão algumas brincadeiras a volta de um pequeno pessegueiro aí florescido com a hipotética exportação de "melocoton en su almibar" pelos nossos antepassados... o que se não conseguiu elucidar ninguém fez pelo menos animar as disposições do grupo.


 A entrada no recinto amuralhado




Pormenor da muralha

O poço


Em seguida e já com melhoria do tempo continuámos o nosso périplo e qual não é o espanto quando passámos em plena charneca ribatejana por um verdadeiro terreiro de candomblé com todos os seus orixás, altares e amuletos e com toda uma envolvência mistica habitual. Uma verdadeira surpresa!



Terreiro de Candomblé









Depois de atravessar o terreiro descemos um trilho quase a 90% o qual com a chuva da manhã mais parecia uma pista de lama mas foi bonito ver o sorriso e a alegria da descida lamacenta...







E novamente por vinhedos ondulados rumamos a Manique.













O aqueduto das aguas do alviela







E como ainda não era suficiente, uma vedação corta o trilho com gado bovino no cercado tornando imperativo contornar a vedação e alterar o trilho




E finalmente de volta a Manique do Intendente





Onde de fronte das ruínas do fabuloso palácio inacabado do Intendente Pina Manique nos juntámos para a habitual foto de grupo



Palácio Inacabado de Pina Manique





E assim terminou mais uma actividade do Grupo NOVOS TRILHOS!

Até Breve!