domingo, 22 de junho de 2014

Companheiro Carlos






























Cheguei tão perto do sol
Voei entre dunas e escarpas
Do sonho que me empurrou
Sentei-me à sombra das árvores
Que sombreiam os caminhos
Onde deixei os meus passos
Sorvi o meu mundo num monte
Sem muralhas a esconder o horizonte
Passo pelo tempo sem ver
O tempo que tenho
Sou luz que anda pela vida
Da vida que os dias me deram
E enchem o meu relicário
De viagens que me levaram
A um destino sem retorno
Acumulado neste mundo de asceta
Que ostento
Na juventude desta alma
Que ainda me conserva
Cheguei tão perto do sol
Voo agora nas ondas intensas
Dum calor que acolho como humano
E quando arder nesse fogo abençoado
Que me enche de vida eterna
Renascerei como a Fénix
E voarei pelos trilhos
Onde
Pelo prazer caminhei


A foto foi tirada pelo José Baleiras e faz-nos desejar que um dia sejamos nós, ali, naquele canto, sem bastões
Eu tentei legendá-la com a mesma pureza amizade e estima

joaocasaldafonte