segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Novos Trilhos no Trail do Zêzere




Foi com agrado que recebi a proposta de um dos companheiros do NT para participar no 1º Trail do Zêzere, no passado dia 17 de novembro. Já existiam três candidatos e eu seria o quarto.

A ideia foi ganhando forma embora eu viesse adiando a minha inscrição, pois as características do percurso e o gráfico de altimetria não me deixavam muito à vontade. Mas prevalecia a expetativa de encontrar belas paisagens e a determinação com que os outros companheiros falavam dos treinos.

Acabei por inscrever-me e convencer outro amigo a ir também. Assim passaram a ser dois estreantes com a primeira participação numa prova de corrida e para outros dois foi a segunda participação.

Ajustámos os pormenores da viagem no dia anterior durante a caminhada do NT em Montachique.

Encontramo-nos no Ramalhão, São Pedro de Sintra, posto de abastecimento da BP, onde pelas 6:45h chega um dos elementos com uma má notícia: por sms o mentor da iniciativa comunica que não vai. Fiquei aborrecido, pois sabia que a sua ausência seria notada. Partimos para recolher outro elemento no Radisson, conforme combinado, e lá seguimos animados.

Chegamos a Ferreira do Zêzere pelas 8:45h. Esta vila, outrora denominada “Villa Ferreiro” obteve o foral em 1222 atribuído pelo besteiro Pedro Ferreiro, guerreiro a quem tinham sido dadas aquelas terras por D. Sancho I.

Fomos levantar os dorsais e voltamos ao carro para nos abastecermos e darmos os últimos retoques no equipamento. Só havia um alfinete para cada um colocar o dorsal e a inexperiência dificultava a decisão sobre o que levar vestido, pois estava frio e roupa a mais poderia comprometer-nos com excesso de calor após alguns Kms.


Deslocamo-nos para a partida onde durante o briefing foi anunciado que aquela era uma prova difícil e não aconselhada a quem participa pela 1ª vez. Tarde de mais.

Por fim, lá partimos, cada qual no seu ritmo. Até ao 1º abastecimento, aos 9,45 Km junto à barragem “o Lago Azul”, o trajeto apresentou-se razoável para a nossa preparação física e proporcionou-nos uma paisagem maravilhosa.




É logo após este abastecimento que surge uma subida muito ingreme por um trilho que parecia interminável. Era a primeira das subidas de grande dificuldade. A ladear uma cascata seca houve uma outra subida/escalada espetacular, sobre rocha e com uma corda fixa para ajudar e dar segurança.



Desconhecia que este tipo de trilhos podia integrar uma prova de trail, pelo que nunca foram incluídos nos meus treinos. Houve também um troço com um trilho muito bonito ao longo de uma levada já um pouco destruída e com cabos de aço fixos para nos agarrarmos em certas passagens muito estreitas entre a rocha e precipício. Enfim, foi uma prova difícil com os mais diversos tipos de piso, bonita paisagem e participantes muito animados. Fiquei com a sensação de que passei muito tempo a andar e a prova era pouco “corrível” devido ao relevo muito acidentado.

A meta estava instalada no interior do pavilhão desportivo onde chegamos próximo uns dos outros com diferenças de tempo muito pequenas.

Um percurso com grau de dificuldade equiparado, se não superior, aos das caminhadas mais exigentes do NT.    


Pedro Fernandes