sexta-feira, 19 de julho de 2013

Penedo do Lexim II



E lá fomos em meados de Junho pela segunda vez para o Penedo do Lexim. Este local é um pequeno monte de origem vulcânica, ou seja, um vulcão extinto que faz parte da cintura vulcânica de Lisboa, a única região vulcânica de Portugal Continental da qual fazem parte algumas chaminés vulcânicas tal como o Cabeço de Montachique, a Serra do Socorro e grande parte dos picos existentes na região a norte de Lisboa com excepção da serra de Sintra.

Penedo do Lexim ao fundo


Vista no cimo do Penedo

O ponto de encontro foi em Cheleiros, pequena aldeia nos limites do concelho de Mafra com o de Sintra, a qual tem origens muito antigas tendo inclusive já sido porto de mar nos tempos da fundação da nacionalidade antes do assoreamento do rio Lisandro. Atravessámos a sua ponte medieval que se suspeita ser de fundação romana e seguimos ao longo da ribeira de cheleiros. 


Desta vez tentámos fazer um percurso diferente fomos até as cascatas da ribeira do Mourão na aldeia sintrense de Anços, sitio de singular beleza e com certo encanto selvagem apesar da sua localização tão próxima da cintura urbana.

Detalhe da Cascata do Mourão


Cascata do Mourão





Dirigímo-nos em seguida aos belos campos saloios sempre com o penedo do Lexim à vista, passámos por belas aldeias e caminhos rurais semi-abandonados e campos cultivados ainda à moda antiga.






Penedo do Lexim por cima dos vinhedos




Finalmente subimos ao famoso Penedo do Lexim, chaminé vulcânica com diversas formações rochosas a que se dá o nome de disjunções colunares prismáticas cuja forma geométrica as torna sui generis. Alem da parte geológica apresenta este rochedo ruínas de um povoado do neolítico que o torna ainda mais interessante do ponto de vista cientifico a que se junta uma vista espetacular sobre as redondezas.





Chegámos ao ex-libris da arquitetura tradicional saloia, a aldeia da Mata Pequena, uma aldeia que estava semi-abandonada e em ruínas inteiramente reconstruída e mantida à traça original para fins turísticos e hoteleiros que mostra com rigor histórico-antropológico a vivência tradicional da população saloia.



Aldeia da Mata Pequena


Mata Pequena - Chaminé tipica


Mata Grande - Fonte


Mata Pequena - Detalhes


Em seguida atravessámos a ribeira de cheleiros, subimos à aldeia da Mata Grande e rumámos novamente a Cheleiros não sem antes pararmos para nos banquetearmos com um conjunto de nespereiras que nos informaram estar abandonadas para delicia dos caminheiros.


   
 
Finalmente pela calçada medieval que ligava Cheleiros a Mafra descemos a aldeia que nos viu partir até ao largo da igreja matriz que já foi mesquita e em seguida depois dos já tradicionais alongamentos, fomos comer umas fatias de bolo do aniversário de um dos nossos mais assíduos companheiros.