quinta-feira, 30 de maio de 2013

Pelas Arribas das Azenhas do Mar


Mais uma aventura na costa sintrense com partida da Praia Grande à semelhança da semana anterior mas desta vez em direcção a norte. 


Praia Grande



Da Praia Grande rumámos ao emaranhado residencial de vivendas e pinhais que envolve a Praia das Maçãs,



Linha do Eléctrico da Praia das Maçãs



Por caminhos de pinhal e frondosas veredas conjugadas com belas clareiras de areal que convidavam à aventura.


Clareira de areal



e dali chegámos a capela de São Mamede de Janas, com a sua estranha arquitetura circular, ao que parece tem uma longa história de sacralidade, remontando as suas origens, pelo menos, ao período de domínio romano, altura em que aqui se terá edificado um primitivo templo circular dedicado à deusa da caça Diana.



Chegada à igreja de Janas








Seguimos depois para o planalto de onde se pode observar o altaneiro Palácio da Pena nos penhascos da velha Serra da Lua (Sintra).





Planalto a norte de Sintra

 

Depois de vários trilhos rurais de peculiar beleza avançamos pelo vale da ribeira do Magoito onde parámos na pequena e bela cascata.



A cascata do Magoito


Em seguida subimos o alcantilado pinhal com uma subida bastante íngreme tendo infletido a marcha para trilhos mais difíceis mas igualmente belos.





Subida com forte inclinação



Mar à vista!



Um pouco de dificuldade...



Chegados às imediações do Magoito descemos à praia através do moderno passadiço de onde se obtém belas vistas até ao areal.



O Passadiço






Uma vez na praia seguimos pelo sopé das arribas até à vizinha praia da Aguda.




Chegada à Praia do Magoito






De onde saímos pela velha escada dos pescadores que apesar dos anos continua forte e segura pese embora o seu aspeto frágil.



A velha escada dos pescadores



Pelas arribas chegámos a pitoresca aldeia de Azenhas do Mar, em cujos limites corre uma ribeira outrora plena de moinhos movidos pela força da água de onde ganhou o nome.


Azenhas do Mar





   
A piscina atlântica


Novamente pelas arribas entrámos na Praia das Maçãs, importante estância balnear sintrense muito frequentada pela população lisboeta onde atravessámos o rio das maçãs num ambiente bastante divertido,


A costa







Passámos as ruínas arqueológicas de um antigo templo romano ao sol e à lua que terá posteriormente sido um ribat (convento de monges guerreiros) da época muçulmana e chegámos ao ponto de partida, a Praia Grande, onde efectuámos os já habituais alongamentos.



Final da caminhada


 

Mais uma actividade deste belo grupo que renasce cada fim de semana e se vai renovando e mesclando com antigos e novos elementos que sempre emprestam um ar fresco às nossas caminhadas!








Até para a semana!

domingo, 26 de maio de 2013

Bastão & Mochilas III

06:00 Horas da manha
Dlimm dlomm
- Estão a bater à porta! Quem será a esta hora?
Espreita pelo buraquinho e reconhecendo o intruso abre a porta
- O que é que estás aqui a fazer e que e que queres? Sabes que horas são?
- Ó “Bastâo” sabes queu na tenho caixadóras comé quesei as horas que são?
- Está bem, esqueci-me disso, mas que fazes aqui às seis horas da manha? Acordas-te cedo não conseguias dormir ou quê?
- Inda na fui à deita quanto mais acordar, e come tava aqui perto vim dar-te a novidade.
- Novidade??? Sem dormires e a estas horas já estou a ficar preocupado vindo de ti essa novidade, mas entra e conta…
- Né preciso! Ê espero aqui! Vai lá buscar as tuas coisas e opois a gente fala no caminho.
- Porra “Mochilas”, estás bêbado com sono ou és mesmo chato?
- As três coisas mas vai lá despachar- te co tempo tá bom e vamos pá praia…
- Para a praia!? Mas quem te disse que me esta a apetecer ir para a praia?
- Anda lá, assim comássim já tás levantado e na tens programa paroje…
- Não sei como sabes mas tens razão e também já não vou conseguir dormir mais, está bem, vamos para a praia, aguenta um bocadinho. Já comeste alguma coisa?
- Por acaso… não há baiucas abertas e os morfes já cá na entram à uma baita dóras, se tiveres por ai uma fatia de pão já se comia
Duas sandes de fiambre uma de queijo e duas minis depois
- Estou pronto! Vamos embora?
- Bora! Né melhor levar umas sandochas pó caminho?
- Não é o que tens estado a fazer?
- Ê tive a matar a larica, os morfes pó dia na fiz nada porque na sei o que tu gostas de roer
- OK amigalhaço, eu faço as coisas, não te esforces nem te sentes para não adormeceres
Hora e meia e muitos roncos depois, na praia
- “Mochilas”… acorda… chegámos…
- Já! Andas depressa! Onde é que tamos? É pá… já ali tão banhistas… são malucos, quem é que vem tã cedo pá praia???
- !!!!!!!???????????
- Mas os gajos veemne de botas e todos equipados pá marcha… arreados assim pá praia só os desregulados da moleirinha, na achas?
- É malta do grupo do Francisco, devem vir fazer uma caminhada nestas arribas! Vou lá falar com eles
Dois dedos de conversa e
- É isso mesmo! Vão daqui da Praia Grande à praia do Magoito passam pelas Azenhas do Mar e regressam aqui
- É pá, deve ser baril! E sa gente fosse com eles?
- Tás maluco! Não estamos calçados nem vestidos para andar por ai a caminhar sabe-se lá por onde! E comida e água, onde estão? Nem penses nisso!
- Ó “Bastão”… tu és um bacano, mas… às vezes tens arremedos de miaufa que ma repanham. Atão tu tás sempre a dizer co que conta é o esprito daventura e mais uns bitaites pa convencer cá o “Mochilas” e agora negas-te a um programa mais à manera do dia doje… que tá bonito mas tem o mar carrancudo e o sol na parece vir com força pá gente tár ali esparramerados no areal pa ficar insolados
Convencido e com autorização do chefe, alinhou e, assim se mudaram as voltas dum dia que começara sem elas
- Ó “Bastão” isto assim dá sono… nem subidas nem descidas só alcatrão… isto na é do Francisco!
- ……………
- Gaita paristo, tamém né preciso exagerar… caminhos cheios de mato e restolho? Tábém, apanhamos um ribeiro a cair pelas pedras para um lago ali todo bonito pa eu dar um fresco ós pés mas depois veio aquela ladeira dareia que nunca mais acabava e a seguir uma ladeira de tojos que na tinha caminho e eu já fiz descalço, valeu o descanso pó almoço pa haver uma folga…
- Descalço porquê?
- Porque o atilho do chinelo que passa entre os dedos do pé desencaixou-se e o chinelo na se segurava…
- Eu bem te disse que não tínhamos calçado apropriado…
- Falas bem mas tu vens de sapatinho e meia branca com raquetes de ténis, é sapatinho de vela mas é sapato e eu só de chinelo da feira da ladra…
- Tens razão mas as caminhadas são mesmo assim, apanha-se de tudo para não faltar nada por isso temos de vir preparados, nós viemos para desfrutar de coisas boas mas sem as condições ideais para nos sentirmos confortáveis… olha, estamos a chegar às praias agora é só areia e as ondas do mar e tu vens fresquinho com esses calções e t-shirt e o pessoal que vem todo vestido vai sentir imenso calor…
- Praias? Aonde?
- Lá em baixo não vês a seguir a este passadiço de madeira? É a praia do Magoito!
Alguns metros de areia passados e
- Espera um bocadinho “Bastão” andar descalço nestes pedregulhos moi os calcantes tenho dir devagarzinho…
- …………………..
- E esta aqui que praia é?
- Praia da Aguda!
- Ááááááh… e vamos lá pa cima como?
- Por aquela escada…
- “BASTÂO” tens quir ao pé de mim e agarrar-me a mão… sabes quê sou vertiginoso e posso cair… na queres ficar com pesos a moer-te pois não?
- Não claro que não… anda lá que eu não te largo medricas do caraças…
- Medricas não… é mas é o espalhanço qué grande e a gente fica esborrachados na alcatifa sem ter tempo pa dizer ai…
- Pronto, chega-mos cá acima, agora vê a paisagem que é linda…
- Tenho de dar-te razão mas quase na tive tempo pa ver porque tá tudo com pressa e já lá vão por ai fora
Passados quilómetros por ai fora
- Olha “Mochilas” estamos em Azenhas do Mar…
- E depois? Na tem praia!
- Não tem praia mas é um recanto na costa muito pitoresco e belo! Vê como as casas descem em cascata pela falésia, desafiando o mar que se esmaga contra as rochas libertando ondas de espuma. Esta força da natureza, que o homem desafiou, dá um toque de poder e resistência que nos presenteia com o seu encanto…
- Bolas “Bastão”, bastava dizeres que gostaste da coisa e eu entendia, assim falaste falaste os gajos foram-se embora e eu cá acho que sem praia na tem graça nenhuma… vamos lá senão perdemo-nos
Algumas chineladas à pressa para não se perderem
- Isto sim com praia e garinas e o mar bom pá gente ir ó banho…
- É a Praia das Maças mas banhos nada para não nos atrasarmos…
- Só um mergulho ou dois… tou em calções é só tirar a camisola e catrapum… vês já tá e ainda os apanhamos a passar o rio… pra mim é só tirar os chinelos e já tou no outro lado…
- Ainda bem que é assim vamos lá andar que já estamos perto e eu estou a ficar com fome e sede…
- Fome e sede!? Mas trazias comida…
- Que tu comeste a maior parte para além da que cravaste aos outros… não admira que não te dê a fome… o teu estomago está sempre primeiro…
- Isso é injestiça, deixei uma maça e uma barrita de cereais, na gosto daquelas… porra! Agora fiquei descalço, os chinelos pifaram de vez… tenho de ir devagarzinho… vais comigo? Ê na sê o caminho e acho que me vou sentir pendurado
- Vou contigo… falta pouco já não nos perdemos
Mais uns metros descalço
- Chegámos! Olha … estão aqui os bombeiros a fazer exames!
- Bora lá… acho que tou com qualquer falta
Exames depois
- Então, o que tens?
- Nada! Dizem que na acusou nada de anormal… pa ir comer e buer quisto deve ser por falta dalmoço e do esforço dandar tantos quilómetros
- Vamos então comer e beber qualquer coisa e para a próxima que queiras caminhar vê lá se dormes umas boas horas para estares fresco e pleno de energia para não andares com rabugem todo o dia
Foram então petiscar, não se sabe o que foi a ementa mas desconfiasse que meteu minis


joaocasaldafonte

terça-feira, 21 de maio de 2013

O mau tempo falhou, cumpriu-se a vida


A semana fora aziaga.
Notícias davam conta de tempestades para o fim de semana, a meteorologia anunciava vendavais, olhava-se o tempo e a cara que se via não era para fazer amigos.
Previa-se borrasca de mãos largas e fartura de aconchegos de inverno, já guardados, saírem para a rua esvoaçando ao vento e dando tons mais lúgubres à paisagem.
Nada disto era assustador para os nómadas que aos fins de semana calçam as botas e tiram a gravata para andarem por ai galderiando sobre montes e terras planas. Já era pele
impermeável, pelas enxurradas carregadas, a que lhes cobria o esqueleto, e umas gotas de água não era incómodo que os atormentasse. Mas, o que a pele suportava, não deixava que o olhar consumisse e os passos avançassem numa cadência segura e ligeira pelas arribas onde a aventura estava escrita.
Está escrito, cumpre-se!
As escrituras não se devem ignorar!
Estava escrito, cumpriu-se.
Na hora certa, como se ponto tivessem de picar, ali estavam prontos para tudo, até para fazer o que os levara a levantar mais cedo da cama do que as horas a que o galo tem por hábito ligar o despertador. O tempo faltara à promessa. Da chuva nem sombras, o vento em contenção de esforços e as nuvens, em lugar dos negro fumos que deitam do caldeirão quando a água lhes ocupa todo o espaço da bexiga, eram favos de algodão branco decorando a tela onde o mar se reflectia. Não se discutiram alternativas porque não havia nada para alternar. Se o tempo falhara quem o dirige lhe pediria explicações. O cumpridores ligaram as ventoinhas e voaram para a festa.
Da praia para as arribas foi como um salto de canguru. Escada acima e, um aviso molhado na farpela de verão levou-os ao baú da mochila onde as bola de naftalina conservam os trajes de inverno lá guardados. Coisa de pouca monta. O baú não tardou a encher-se de novo com  os trapos que por lá hão-de ficar até ao inverno que venha com intenções mais castigadoras.
Afinal a semana aziaga deu em dia esplendoroso. Bom, nem todos se podem dar ao luxo de poder dizer que lhes correu bem o dia, mas o corpo não é ferro e às bananas falta-lhes o caroço, não sei se esta falta lhes faz perder o valor nutritivo, estou apenas a constatar um fato.
Um sol magnifico, um vento sem vertigem e umas esporádicas gotas de chuva que mais não eram do que chuveiros no caminho para refrescar do calor da beira mar, deram o dia perfeito para fazer das falésias marítimas simples estradas de sobe e desce percorridas em tom brejeiro galhofando com as agruras que fundões e altitudes desferiam nos corpos.
Do topo da colina ao fundo da ravina, descia-se alimentando o desafio dum calhau que foge debaixo dos pés e saltando os degraus da natureza feitos com pedregulhos que o tempo não demove.
Do fundo da ravina ao topo da colina, subia-se acelerando o bater de coração no esforço combativo de iludir a ladeira erguida para o céu, onde se expande o pensamento.
A cadência não dava folego. As descidas deixavam para trás um palco de cuidados e receios que logo se mudavam para um palco de bravura e resistência sublimados nas subidas.
A montanha russa rodava em linha, e ao fundo, o seu final via-se recortado no horizonte, tão próximo que quase lhe tocavam, mas era apenas ilusão, o fim tinha quilómetros a separa-los e as almas ansiosas venciam a distância voando nas espirais do vento entre o oceano mandrião e a frescura verde dos montes prolongando as falésias ate à serra orgulhosa do palácio erguido no seu cume abrindo as janelas para deixar um aceno de fraternidade aos adoradores do sol que dobravam todos os cabos para um novo caminho que lhes renovasse a esperança dum encontro com o mundo que procuravam.
E acharam o tempo desse mundo pisando praias enfeitadas por megalíticas rochas onde as ondas tinham repouso efémero espraiando em forma de espuma a paixão pela areia dourada que o sol com caricias de ternura seduzia embebendo cada grão com seu beijo de luz para lhes dar o encanto e fulgor que faz a vida atraente.
Nem todos chegaram ao fim. Há fontes duras em certos caminhos que aleijam quando por eles passam os que pediram mais do que o que podiam carregar. Para esses são dias sem história que o tempo esconderá mas que a memória revelará como algo que só foi mau por não ter vivido os últimos passos da aventura com os que viram o fim da montanha russa. Os que viram esse fim, olharam para trás e voltaram ao início. Naquele breve instante em que a vista lhes trouxe a praia de onde haviam partido algumas horas antes, sentiram um enorme contentamento interior e exteriorizaram-no mostrando como é linda a vida quando se vive fazendo o que se gosta mesmo que as dificuldades sejam duras ou se invoquem previsões para que o desânimo lhes faça rolinhos na massa cinzenta.
Não viam os caminhos por onde andaram, mas sentiam-nos nas pernas e na alma cansada e cheia de retratos da natureza, e isso era muito bom

joaocasaldafonte  

Na Ponta mais ocidental do Continente Europeu


 
O local “Onde a terra se acaba e o mar começa”, assim o descreveu Luís Vaz de Camões (in Os Lusíadas), o promontorium magnum dos Romanos, foi o nosso destino no ultimo sábado.

 

Praia Grande
Praia Grande


Eram 9:00 horas quando 17 valentes destemidos iniciaram a travessia e dobraram o cabo da Roca, ponta mais ocidental do continente europeu num percurso que apesar dos seus diminutos 16 km é capaz de arrasar o mais bem preparado dos caminheiros, dada a quantidade de subidas e descidas (1.300 metros de desnível positivo e 1.300m de desnível negativo), capaz de rivalizar com alguns difíceis percursos nos Pirineus ou nos Alpes.




Inicio da caminhada

Assim, iniciámos o nosso périplo na Praia Grande a norte do Cabo e subimos a arriba debaixo de chuva intensa que felizmente parou no final da subida... de tal forma que nem pudemos observar as pegadas de dinossauro existentes ao lado do trilho.


A subir pelo trilho das pegadas dos dinossauros



Chegados ao topo da arriba pudemos observar a paisagem sobre a praia Grande até onde o horizonte o permitia.




Praia Grande


E continuámos pela arriba com uma bela vista da baía da Adraga até à forte descida para a dita praia da Adraga.




Enseada da Adraga


Descida para a Adraga

   


Adraga


E claro, depois de uma forte descida, tivemos uma forte subida para novamente ficarmos no topo de mais uma arriba com vista para a enseada da praia do cavalo, 




Praia do Cavalo



de rochedos já batizados pelo povo, tais como a Pirâmide e a Sentinela.




A Pirâmide


E finalmente a Praia da Ursa, um local selvagem de rara beleza, fruto de milhões de anos de erosão provocada pela força do oceano atlântico, considerado inclusive pelo Guia Michelin uma das praias mais bonitas do mundo.




Praia da Ursa


Escarpas pontiagudas entre falésias, cascatas, um pequeno areal e inúmeras rochas trazidas pelo mar fornecem um manancial quase inesgotável de imagens arrebatadoras, entre as quais um rochedo a que chamam a Ursa pela sua parecença com aquele animal.


Rochedo da Ursa



Praia da Ursa



Praia da Ursa


A descida para este local faz-se por um estreito acesso com dificuldade técnica e um declive bastante acentuado.


Inicio da descida para a praia da Ursa



Descida para a praia da Ursa


A maré estava alta o que dificultou a passagem do grupo, tivemos então que voltar as velhas regras de pescadores e surfistas e esperar pela sétima onda depois da maior, verdade ou não, lá passámos todos sem nos molharmos.


A passagem no intervalo das ondas


Depois de apreciar as belezas deste local, voltamos a subir a escarpa desta vez a caminho do farol do cabo da roca,




saída da praia da Ursa

Rochedo da Ursa ao fundo


o tal promontorium magnus da época romana, o final da cordilheira central ibérica que partindo do nordeste de Espanha acaba aqui abruptamente sobre o atlântico, dando origem as sierras de Guadarrama e Gredos em Espanha e da Estrela, Aire, Montejunto e Sintra em Portugal. 







Podemos neste local observar a flora endémica a Armeria Pseudoarmeria, vulgarmente chamada de Cravo Romano.


Armeria Pseudoarmeria


Depois de chegarmos ao topo do cabo e antes de iniciarmos uma nova descida decidimos parar para o Banana Time, uma pequena pausa para retempero das pernas e do estômago.



Banana Time onde houve quem aproveitasse para vestir roupa mais fresca



Em seguida descemos abruptamente para a praia da Malhada do Ouriço, uma pequena enseada de pedras roladas num dramático ambiente rochoso e que tem um pequeno ilhéu furado que empresta um exótico toque de beleza ao local.




 
Malhada do Ouriçal


O que carateriza melhor a dificuldade desta caminhada é a quase ausência de percurso plano, ora descemos abruptamente ora subimos vertiginosamente e assim mais um vez subimos até às ruínas do antigo forte do Espinhaço, construído no século XVII, constitui um excelente miradouro sobre o cabo.





E do forte ao olharmos para trás deparamos com uma paisagem quase surreal do cabo da Roca e seu farol, sentinela do Oceano Atlântico.

Cabo da Roca


Depois de mais uma sucessão de subidas e descidas com vistas únicas sobre as falésias, chega a hora do Lunch time seguido de uma breve "siesta" em cima dos blocos de granito.








Chegamos ao Porto Touro, local com vestígios humanos da idade do ferro, nomeadamente o rochedo a que chamam o Espigão das Ruivas, possível farol da época romana ou local de culto ao sol e a lua.














Mas ainda mais subidas e descidas tínhamos que vencer antes de chegar ao terminus da nossa atividade, a praia do Abano.




Praia do Abano à vista




Onde nos esperava um delicioso bolo de canela, maçã e noz oferta de uma companheira prestes a cumprir aniversário!