quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pelos Miradouros de Lisboa


Sábado, 8:30h da manhã, ponto de encontro, Praça do Comércio em Lisboa, 32 almas. A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, situa-se na zona que foi o local do palácio dos Reis de Portugal durante cerca de dois séculos, o Paço da Ribeira. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m) e é o centro da cidade de Lisboa, bem como a sua principal praça.


Praça do Comércio


Desta vez espera-nos um périplo bastante diferente do habitual, percurso dos miradouros de Lisboa e lá vamos nós...


 
   



Partimos da Praça do Comercio e entramos em Alfama por um dos muitos arcos pitorescos deste antigo bairro.



Arco - Alfama


Dirigimos nos à Sé, Catedral de Lisboa, construída sobre a antiga mesquita muçulmana depois da Reconquista da cidade, onde entramos em silêncio a modos de pedir a Deus Nosso Senhor a bênção para o dia.



   


   

   Diversos aspectos da Sé Catedral

e prosseguimos para o miradouro de Santa Luzia onde espraiámos a vista pelo casario de Alfama e pelo rio.



    



Miradouro de Santa Luzia

Em seguida espera nos o Castelo onde não entramos pois já la vai tempo em que se entrava gratuitamente e aproveitamos um pequeno miradouro sobre a porta de entrada.


 
 

Depois de um pequeno circuito pela cidadela, descemos a Cerca Moura e após olharmos o casario até Santo Estêvão e São Vicente...



Miradouro da Cerca Moura



  
O Eléctrico 28







São Vicente de Fora ao fundo


Igreja de Santo Estêvão e o Tejo




Escadinhas de Alfama



Descemos a Alfama pelas escadinhas de São Miguel, alguns recantos pitorescos dos mais belos da cidade, por ruelas arábicas, arcos e vielas que emprestam um certo ar oriental e mediterrânico,  chegamos à Igreja de Santo Estêvão bem divulgada pelo fado.



São Miguel de Alfama



Vielas
Alfama, o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa, o seu nome deriva do árabe al-hamma (الحمّة), que significa banhos ou fontes



Pátio Típico


Subimos a Santa Clara, ao Panteão Nacional, monumento onde se encontram os restos mortais de alguns dos mais ilustres portugueses desde o Infante D. Henrique à diva da canção lisboeta Amália Rodrigues para darmos um salto à Feira da Ladra no seu máximo esplendor de sábado de manhã.


 

Passámos lado a lado com o Mosteiro de São Vicente de fora, assim chamado por ficar fora das muralhas da cidade, no percurso para o miradouro da Graça sobre a Mouraria, antigo bairro para onde foram confinados a residir os muçulmanos após a conquista da cidade por D. Afonso Henriques.



Santa Clara - Feira da Ladra


São Vicente de Fora

Miradouro da Graça ao fundo
   
Miradouro da Graça sobre a Mouraria



Continuamos o nosso itinerário pela colina da Graça até ao Miradouro da Senhora do Monte, um dos mais belos e com uma das mais abrangentes vistas, desde a ponte sobre o Tejo e Almada, até ao vale da Av. Almirante Reis, Mouraria, Desterro, Praça do Chile, etc.


Senhora do Monte



     


Logo em seguida depois de atravessar Sapadores, chegamos ao desconhecido miradouro de Monte Agudo, um local muito aprazível e sossegado com uma bela vista que é desconhecida de uma grande parte dos Lisboetas.





Mais adiante A Penha de França onde se pode admirar a vista do norte para o Areeiro, Alto de São João, etc. e aqui acaba esta colina onde infletimos para Oeste e descemos....



      


Não sem antes passarmos por mais um exemplar de uma vila operária do inicio do século XX, Vila Maria Gomes...



     


11 horas, Jardim Constantino, o grito do costume: Banana Time! e tudo se resolve entre esplanada e bancos de jardim para o merecido retemperar de forças.




Mais uma vez de partida a caminho do Campo de Santana ou Mártires da Pátria um local carregado de história que já foi praça de touros, feira da ladra e mercado de hortaliças e é agora um bonito jardim da cidade.



 


Jardim do Torel, também de muitos desconhecido, originário de uma quinta do inicio do século XVIII, o seu nome deriva do desembargador Cunha Thorel, o mais rico proprietário da zona, que habitava um palácio no actual espaço do jardim.




Bancos com apoio para os pés no Jardim do Torel



Miradouro do Jardim do Torel



Dali passámos à sempre bela avenida da Liberdade que subimos até ao Parque Eduardo VII, o maior parque do centro da cidade assim designado em honra ao rei Inglês de visita a Portugal.






Av. da Liberdade


Estátua do Marquês de Pombal


   



Vista do cimo do Parque Eduardo VII


No cimo do parque visitámos o Jardim Amália Rodrigues, um espaço novo muito aprazível e agradável arquitetura.


Jardim Amália Rodrigues


Do parque seguimos em direção ao Jardim das Amoreiras, local onde o Aqueduto das Águas livres dá origem à chamada Mãe de Água. O Aqueduto é um complexo sistema de captação, adução e distribuição de água, construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, Sintra, resistiu incólume ao Terramoto de 1755.


Rua das Amoreiras




Proximo local de interesse, Palácio de São Bento, de estilo neoclássico onde se situa a assembleia da republica e tem residência oficial o nosso "querido" primeiro ministro!




Lateral do Palácio de São Bento
  

Calçada da Estrela, bela subidinha bem à maneira dos NOVOS TRILHOS e chegada ao Jardim da Estrela (séc. XIX) cerca das 13:00h mesmo a tempo do Lunch Time, onde duas deliciosas e suculentas tortas de azeitão esperavam por mim!





 

Após um lauto repasto no Jardim que tal uma visita à Basílica da Estrela? Templo católico e antigo convento de freiras carmelitas, vasta igreja, encimada por uma cúpula, símbolo da zona oeste de Lisboa.




   



Saída do Jardim da Estrela, Basílica ao fundo



Interior da Basílica


 

Prosseguindo o nosso itinerário, descemos a Lapa onde se concentram grande parte das embaixadas de países estrangeiros existentes em Portugal e chegámos a Tapada das Necessidades. 



Jardim da Tapada das Necessidades


O Palácio foi construído no século XVIII, por ordem do Rei D.João V, onde outro miradouro nos oferece mais uma perspectiva sobre o Tejo, a ponte e o morro de Almada.


  


Mais adiante o Museu de Arte Antiga e o nosso próximo miradouro também conhecido como miradouro das Janelas Verdes com a sua escadaria sobre a zona ribeirinha.


Miradouro das Janelas Verdes (Museu NacionaL de Arte Antiga)


Depois de atravessarmos a zona de Santos chegámos por fim ao miradouro de Santa Catarina que para nosso espanto estava completamente interditado devido a obras.




Descemos à calçada da Bica e subimo-la para relembrar quem somos.



  

 

Atravessámos a rua da Rosa e chegámos ao Jardim do Príncipe Real de traçado romântico, foi construído em meados do séc. XIX sendo de assinalar a existência de um Cedro-do-Buçaco, com mais de 20 metros de diâmetro.


Vista do Jardim do Príncipe Real



Logo de seguida passámos ao Jardim e miradouro de São Pedro de Alcântara onde se pode ter uma vista soberba sobre o vale da baixa e morro do castelo de S. Jorge, é em locais como este que aprendemos a valorizar a nossa cidade e as nossas coisas!




Jardim de São Pedro de Alcântara



Um pouco mais ao lado entrámos na igreja de São Roque onde pudemos admirar a arte maneirista barroca em todo o seu esplendor, construída no século XVI, terá sido o primeiro templo jesuíta em Portugal. Reparem nesta imponência!



Igreja de São Roque

                    

Dali passámos ao Largo do Carmo local com tanta carga histórica e politica de quando nós acreditavamos em novos amanhãs, revoluções e cravos....


Largo do Carmo

E o que resta do convento do mesmo nome



E do alto do elevador de Santa Justa contemplámos o quadriculado da baixa lisboeta, o Rossio e o Tejo!


Vista do Elevador de Santa Justa com o Rossio ao fundo


descemos à baixa num pulo e voltámos ao Terreiro do Paço tal como nos havíamos proposto para fazer um brinde no Museu da Cerveja...



Chegada ao final, Praça do Comércio, em frente o Museu da Cerveja


  

 e depois de 26 Km e 650m de subidas pelas colinas lisboetas, brindámos

aos NOVOS TRILHOS! e a NÓS!