domingo, 7 de abril de 2013

Dia de folga...

Ontem foi dia de folga!



                                                         não calcei as alpercatas…








                                                                                                                                                      
                                                                                                                 
                                                                                                                 não preparei condimentos…






deixei o saco arrumado…

                                                                                                    
                                                               e a bengala no bengaleiro!  ontem foi dia de folga!          


Hoje!?
Hoje estou deprimido!
Vi botas enlameadas passarem rios alagados de contentamento… vi como brilham os trajes vestidos por caminheiros felizes… vi no recanto bucólico o descanso para degustação da massa que dá vigor para os km seguintes… vi os sorrisos abertos nos rostos de quem andou pela, como diz o Arménio, “… primeira caminhada da primavera! Sol, céu azul, ligeira brisa, água correndo em inúmeros regatos, bosques floridos, incontáveis tons de verde, mil aromas, pássaros festejando! Uma festa para os sentidos!...”
Mas é uma depressão sem efeitos depressivos. Nem se trata bem de depressão, é mais uma ponta de inveja dos super-heróis que conseguem estar em dois ou mais sítios ao mesmo tempo para deles desfrutarem todo o prazer que proporcionam.
Há um emaranhado de caminhos, bons e maus, que encontramos nos espaços que nos botaram à frente. Tentamos escolher os bons e, dentro desses, aqueles que nos dão mais gozo e mais alegrias em percorrer. Dá-se o caso de por vezes coincidirem e ai é que entram os fantasmas e os nevoeiros que assombram a nossa existência… ooops…é pá… estamos a entrar mesmo em depressão! Vamos lá aliviar isto porque não tenho lenços nem bolos de chocolate em casa.
Bom. Não fui á aldeia onde as broas não se comem mas são um regalo para os olhos e para as cargas de baterias de quem por lá passa. Mas estive noutros sítios com quem disfruto outros prazeres onde procuro encontrar a felicidade a que tenho direito.
Não sou super-herói nem tenho na ubiquidade a varinha que me transporta para dois locais ao mesmo tempo num toque de magia.
Posso é deixar de lado egoísmos sem sentido e guardar, nos alforjes da memória, o que vivi e, juntar, o que não vivi, mas que, pelas imagens explícitas e as conversas deliciosas, deve ter sido extraordinário…
Sendo assim, e como não estive lá, fica aqui um… ATÉ À PRÓXIMA!!!!!!