quarta-feira, 17 de abril de 2013

Desafios do Canhão Cársico



Manhã de nevoeiro cheguei à pitoresca aldeia da Ota, situada entre as lezírias ribatejanas e as serranias de Montejunto, já em cima da hora com a quase totalidade dos inscritos a aguardar. Pelas 9:00 partimos rumo ao mamelão ou monte redondo, conforme lhe queiram chamar.



E assim iniciou a actividade



Depois de atravessarmos belos campos primaveris eis o célebre mamelão espelhado nas águas da lagoa que lhe serve de base.



Lagoa com mamelão ao fundo



Desafio seguinte, subir este belo monte redondo apesar do nevoeiro que nos retiraria grande parte das visibilidade sobre a paisagem local e lá fomos não sem antes experimentarmos uma boa subidinha não prevista no trilho bem ao jeito deste grupo como preparação para o monte seguinte.



1ª subida não prevista
                                          
     

E depois deste treino inicial não previsto começámos a subir o mamelão, boa subida... íngreme e longa pela vertente leste num pequeno trilho com uma vista espetacular.


                                                             
subida do mamelão





Apesar do nevoeiro e do céu nublado a vista não perdeu a sua beleza, é nestas alturas que se recebe a recompensa do esforço das subidas.



Vista da subida do mamelão




Primeira missão cumprida, chegámos ao topo do mamelão, aproveitámos para descansar e comer qualquer coisa (o famoso banana time) e apreciar as vistas!


Cume do mamelão - banana time



Vista do Mamelão para sul
                                                                              



Vista do mamelão para norte


Continuando o nosso périplo rumo ao canhão cársico da Ota descemos o monte e por caminhos rurais fomos apreciando a paisagem bucólica campestre.


Mamelão ao fundo

As belas planícies da Ota




                                                 

E mais uma lagoa e mais campos verdejantes....



Lagoa artificial






Pelos verdes campos...


Chegámos finalmente à beira do vale do rio da Ota, o famoso canhão cársico, objectivo final da nossa caminhada. Este vale tem esta denominação técnica porque resultou do encaixe por epigenia (processo que consiste da acção erosiva do rio na rocha calcária) do rio da Ota no maciço calcário da serra.



Vista do Vale Cársico



Vista do Vale Cársico



Encosta Norte do canhão cársico



Sempre com o Montejunto à vista!


Montejunto ao fundo

                            




Montejunto ao fundo



Hora de almoço (lunch time)! chegámos à mais antiga aldeia do concelho de Alenquer, Atouguia das Cabras que remonta pelo menos ao século XIV e onde outrora acampou D. Nuno Álvares Pereira a caminho de Aljubarrota e aí junto da capela de São Sebastião descansamos e recuperámos forças e energia para a parte mais dura que nos esperava...



Atouguia das Cabras - Capela de São Sebastião


Atouguia das Cabras



Atouguia das Cabras
                    


Ultima etapa do percurso, objectivo: subir à serra da Ota, descer ao canhão e tentar subir por uma das suas cascalheiras até ao monte do castro, ....a nossa batalha de Ajubarrota!



A caminho da serra da Ota
Descendo ao canhão por um trilho apertado


E eis as cascalheira do canhão cársico! quem resiste a um subidinha?



  
  
  

Fazendo trilhos....



E já na parte final ainda mais uma dificuldade... mato cerrado... coisa que não demove os NOVOS TRILHOS, quando não há trilho faz-se!



Finalmente, chegados ao castro depois de ultrapassadas todas as dificuldades alguém afirmou:

- Mas podíamos ter vindo por aqui!


Do cimo do monte do castro




Pois poder podíamos! Mas não era a mesma coisa!........




E assim terminámos a nossa caminhada com uma subida ao Mirante para ver as vistas e tirar a habitual foto de grupo... para mais tarde recordar!